PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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Se Fosse Doce eu Estaria Gritando: Olha o Doce, Olha o Doce!
(Reynollds Augusto)

Todos nós sabemos que o registro efetivo do passado só permanece “á mostra” quando tem relação com a nossa emoção. Quanto mais sentimento, mais vigor nos resgates. É por isso que não lembramos tudo, apesar de estar registrado no profundo do ser.
É claro que, por vezes, quando você realiza aquelas famosas regressões de memória, que nos lançam até às outras vidas, conseguiremos ir mais fundo, pois o cérebro registra, passa para a mente, que está no espírito e jamais perdemos as experiências. O perispírito registra tudo. 
Se o leitor não sabe que danado é isso, explico. Perispírito é o corpo do espírito, que é feito das energias do nosso planeta. Quando você, que tem mediunidade, ver um morto, não é o corpo morto que você vê, pois este está definitivamente morto e enterradinho da silva . Foi por isso que o bíblico disse: Só se morre uma vez. Paulo, o aposto, o chamou de “corpo espiritual”. Mas são apenas nomes. Quando a ciência se aprofundar nesse tema trará, com mais eficiência as curas das doenças.

A nossa ciência é materialista e o seu objeto é a matéria, “palpável”. Não sabe ela, ainda, que tudo são energias e que a matéria é energia condensada. Os cientistas perderam o seu objeto, pois a matéria, como se entende, não existe. Mas, tem que ser assim, ainda, senão a coisa descamba para o misticismo.
Mas eu estou divagando demais. É o pensamento. Ninguém o segura. Foi por isso Jesus, o mestre dos mestres, mandou vigiá-lo, para não cairmos em tentação. Tem gente que realiza as coisas por impulso e se dá mal. Sofre por antecipação e vive na ilusão. Eita! Até rimou. Deve ser a leitura que faço do livro do meu amigo espiritual, UM AMIGO POETA, “lá de Catingueira”. Mensagens recebidas pela minha amiga Lúcia. Essa “coisa” pega.
Mas, o que eu quero dizer aos meus chegados, do “The News Face”, o nosso periódico gratuito, mostrando que a informação veio para ficar, longe das amarras do capitalismo, é que tive uma grande emoção quando, ontem, os meus primos e amigos de infância, hoje brasilienses, me ligaram para matar as saudades. Refiro-me a ALÍPIO E ALDO. Almas que fizeram parte do meu passado, da minha infância querida, nessa encarnação.
Conversamos bastante. Sorrimos, revivemos a nossa infância feliz. De pé descalços, de mato, gaiolas, banhos nos riachos e rios. Banhos de Chuva, com direito a raios e tudo mais. Furtos de goiabas, cajus, mangas. Corrida dos donos, pelas matas quase virgens. Tiros de espingardas. Nunca nenhum nos acertou.
Na casa dos meus avós, Antônio Augusto e Maria Perpétua, na Rua 13 de maio em Itaporanga, havia o cultivo de árvores frutíferas. Destaco nosso “pé de laranja”. Laranja baiana, grande e doce. Na época da colheita eu e Aldo colhíamos aquelas amarelas, grandes e gostosas frutas para vender na feira de Itaporanga, buscando alguns trocados para mais logo á noite, chamar a atenção das “minas”. Eu só coadjuvava, pois sempre fui tímido para esse negócio. Deve ser por isso que o Aldo de seu bem como vendedor de motos no Brasil Central.
Pois bem, lá íamos nós vender laranjas. Com a bacia na cabeça, cheia de frutas.
- Olha a laranja? Olha a laranja? ...
- Meu filho, vem cá?
- ?
- É DOCE? 
Aldo que sempre teve bom humor replicou.
- Não! Senhora, é LARANJA. Se fosse doce eu estaria bradando. OLHA O DOCE? OLHA O DOCE!

Saudades do Aldo e do Alípio. E de todos.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO